A Galeria Municipal, nos 40 anos da elevação do Montijo a cidade, apresenta as esculturas metálicas de Luís Morais.
Apesar de ser professor, há já 40 anos que trabalha com metais ferrosos no âmbito da serralharia artística e industrial, mas só mais recentemente se dedicou à criação de esculturas. Feitas em ferro e aço “em fim de vida”, as esculturas de Luís Morais são de facto, um upcycling e “Metalmorfose” é exemplo disto mesmo.
No seu trabalho agrega valor a materiais aparentemente inúteis, que ganham uma nova vida, que são revalorizados, transformando-os em algo novo e único, transformando-os em arte. Exposição está patente de dia 15 de Agosto, sexta-feira até sábado dia 27 de Setembro. Os horários são os seguintes: de 3ª a sábado das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
Mas não é tudo, pois a Galeria Municipal do Montijo, ao longo da abertura da exposição “Metalmorfose”, no dia 15 de agosto, como já referimos, irá criar um paralelismo com a exposição e com a sua implícita ideia de transformação, “revisitar” a evolução da nossa cidade. Este paralelismo será feito com o PICA – Projecto Intervenção Cultura e Artes.
Através das performances de João Marques Jacinto, Romy Petrucci e Sara Loureiro também os poetas que habitam o seu imaginário e que contribuíram e continuam a contribuir para a valorização da identidade local. Numa espécie de “palavra puxa palavra”, “Ó versos da minha terra”, fará desfilar versos, quadras, poemas das vozes poéticas montijenses, num desafio em que quem ordena são as palavras insubmissas dos poetas a quem o PICA dará vez e voz.
O metal usado, gasto, do passado que ganha nova vida e as letras, palavras e ideias também do passado, lidas no presente, projectadas para o futuro. Na Galeria Municipal, de 15 de Agosto até 27 de Setembro, não perca.
