XVI edição do Prémio de conto Manuel da Fonseca

XVI edição do Prémio de conto Manuel da Fonseca

Quem escreve um conto, quer submetê-lo a concurso?
Se a resposta a esta pergunta for um “sim”, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém (CMSC) providencia a oportunidade para o fazer, através do Prémio de Conto Manuel da Fonseca. Natural de Santiago do Cacém onde nasceu a 11 de Outubro de 1911, Manuel da Fonseca foi detentor de uma longa vida literária, reflexo do seu carácter e dos valores inerentes a uma atitude participativa, inconformada e corajosa em termos cívicos e políticos.


Pioneiro da poesia neorrealista, Manuel da Fonseca foi sempre um extraordinário contador de histórias, qualidade que melhor se expressou na escrita de contos, romances e crónicas, convertendo-se rapidamente numa das figuras maiores da literatura portuguesa do século XX. Tendo iniciado o seu percurso como escritor no fim dos anos 30, com a publicação em diversos periódicos ligados à oposição ao Estado Novo, tornou-se uma referência de novos poetas, escritores e pensadores que fizeram da Redação o seu espaço de crescimento intelectual e de utopia por um novo mundo.


O seu primeiro livro, Rosa dos Ventos (1940), foi considerado pela crítica um exemplo de renovação poética no panorama das letras portuguesas. Essa essência lírica e sensível intrínseca à sua obra, da poesia à ficção, não nega, porém, as bases realistas, muitas vezes dramáticas, onde alicerça o seu olhar crítico e observador.
As histórias dos livros de contos Aldeia Nova (1942) e O Fogo e as Cinza (1953), embora situadas no seu Alentejo, tal como Cerromaior (1943) e Seara de Vento (1958) , são consideradas obras-primas do romance moderno e possuem o carácter universal da condição humana, tendo recebido o aplauso tanto dos leitores como da crítica, tendo inclusive suscitado o interesse da indústria do cinema, com adaptações por cineastas como Luís Filipe Rocha, Manuel de Guimarães ou Sérgio Tréfaut.


A CMSC organiza, pela décima sexta vez, o Prémio de Conto Manuel da Fonseca. Este prémio é concedido bienalmente e distingue uma coletânea de contos originais, escritos em língua portuguesa, por autor maior de idade, natural de qualquer país que integre a comunidade lusófona. O valor pecuniário atribuído à obra selecionada pelo Júri, é de 4000 euros e a obra vencedora é editada no ano seguinte. A receção de trabalhos decorre de 2 de março a 16 de abril de 2026. Mais informações e o regulamento estão disponíveis no site da CMSC.

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