Hoje, dia 20 de fevereiro, a Sala Pablo Neruda, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, recebe a conversa: «A margem sul do estuário do Tejo. Propostas para o desenvolvimento futuro». Esta conversa contém propostas para diversos locais da margem sul do Tejo, como Almada, Porto Brandão, Ginjal, Trafaria, Torrão, Olho de Boi, Costa da Caparica e Cova do Vapor.
Esta conversa, que contará com a presença dos professores João Nunes e João Gomes da Silva, directores do Diploma da Accademia di Architettura de Mendrisio da Università della Svizzera italiana, na Suíça; Inês de Medeiros Presidente da Câmara Municipal de Almada (CMA), dos Arquitectos Inês Pulido e Luís Bernardo (CMA), tem como ponto de partida a exposição «Lisboa, Margem Sul: O Estuário no Centro».
Feito na sequência do trabalho desenvolvido no Diploma da Accademia di Architettura de Mendrisio da Università della Svizzera italiana, em colaboração com a Câmara Municipal de Almada, trata-se de uma leitura aprofundada da Margem Sul, colocando o estuário do Tejo como elemento estruturante do território.
Estão em destaque maquetes territoriais dos municípios estudados, bem como uma seleção de projetos através de banners, cartões postais e vídeos, ilustrando propostas de escala territorial, urbana e arquitetónica.
A exposição integra um programa itinerante, que irá passar por vários municípios da Área Metropolitana de Lisboa, prevendo-se, em cada contexto, momentos de debate e contributos de autoridades e especialistas, promovendo a reflexão sobre o futuro do território estuarino e metropolitano.
Com uma duração de aproximadamente 90 minutos e com entrada livre, esta conversa pretende dar um novo significado a 15 locais, imaginando um futuro que os ligue, bem como a Lisboa, para além dos preconceitos e desigualdades que ainda hoje persistem, fruto de assimetrias que “ditaram” um estuário norte mais “nobre” por oposição a um estuário sul pós-industrial e que é dormitório da capital.
