O Submarino “Barracuda”: Uma História de Serviço e Dedicação

O Submarino “Barracuda”: Uma História de Serviço e Dedicação

O submarino “Barracuda” é um destacado navio da Marinha Portuguesa que serviu por incríveis 42 anos. Com uma história repleta de desafios e realizações, o “Barracuda” vai tornar-se parte do pólo museológico de Cacilhas, onde poderá ser visitado pelo público.

O Polo Museológico de Cacilhas

Atualmente atracado na doca seca de Cacilhas, o “Barracuda” está em processo de musealização e em breve estará aberto para visitas regulares. O comandante Daniel Letras expressou o desejo de que o submarino se torne um ponto de interesse na cidade de Almada. A intenção é integrar o “Barracuda” no pólo museológico da Marinha Portuguesa em Cacilhas, juntamente com a Fragata D. Fernando II e Glória.

Para isso, estão a ser realizados estudos e orçamentos para a abertura das portas laterais do submarino, permitindo que as pessoas entrem e saiam de forma segura e amigável. Além disso, há outros trabalhos de reparação e manutenção a serem realizados.

As Características Técnicas do “Barracuda”

Apelidado com o nome de uma espécie de peixe, o “Barracuda” foi construído em 1968 e permaneceu em serviço por 42 anos. Com uma autonomia de 31 dias no mar, o submarino tinha a capacidade de mergulhar até 300 metros. Os dois motores a diesel de 1300 cavalos e dois motores elétricos de 1600 cavalos permitiram que percorresse cerca de 800 mil milhas ao longo de sua vida útil, equivalente a 36 voltas ao mundo.

O “Barracuda” faz parte da classe Albacora, sendo o segundo de quatro submarinos construídos. A primeira viagem ocorreu em outubro de 1968, partindo da França, onde foi batizado, em direção às águas portuguesas. Durante os seus 3.090 dias de mar, o “Barracuda” cumpriu missões nacionais e da NATO, com períodos de permanência que variavam de 10 a 31 dias.

Uma Vida A Bordo do “Barracuda”

A bordo do “Barracuda”, o espaço era limitado e a vida da tripulação exigia adaptação. Com apenas 35 camas para uma guarnição composta por 54 membros, era necessário praticar o sistema de “cama-quente”, onde os tripulantes se revezavam nas camas. Apenas o comandante e o enfermeiro possuíam camas fixas. 

A escassez de água era outro desafio enfrentado pela tripulação. Com apenas 12 mil litros disponíveis para todos a bordo, não havia banhos regulares. Somente na véspera de chegar a um porto estrangeiro, o comandante e o grupo de serviço tinham a oportunidade de tomar banho.

A Despedida

A última viagem oficial do “Barracuda” ocorreu em fevereiro de 2010, em águas portuguesas. No entanto, a despedida oficial do submarino foi realizada em dezembro do ano anterior, em uma viagem representativa para França e Espanha.

O “Barracuda” desempenhou um papel significativo na Marinha Portuguesa, servindo com dedicação e enfrentando desafios durante os seus 42 anos de serviço. A sua história será preservada no pólo museológico de Cacilhas, onde o público poderá conhecer de perto as condições de vida a bordo e as conquistas técnicas alcançadas pelo submarino. Através dessas visitas, o legado do “Barracuda” será mantido vivo, inspirando gerações futuras a valorizar e compreender o trabalho realizado pela Marinha Portuguesa.

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