Casa-forte da Memória

O Museu de Sines tem na sua Casa-Forte, uma interessante mais-valia onde estão expostos os seus mais valiosos tesouros. Na Casa-Forte, localizada no rés-do-chão do Museu de Sines, pode agora ser visitado o Tesouro do Gaio, tesouro do séc. VII a. C., de origem fenícia, testemunho dos contactos comerciais e das influências do Mediterrâneo Oriental na Península Ibérica, classificado pelo Ministério da Cultura como de interesse público. 

Outro destaque da Casa-Forte é a coleção de numismática proveniente do legado de José Miguel da Costa, fundador do Museu e uma das personalidades mais marcantes de Sines. Nascido em Sines no ano de 1922, José Miguel da Costa, entregou-se desde cedo a duas das paixões da sua vida, a História e a Arqueologia.

É-lhe devida a organização da primeira biblioteca pública do concelho, em 1945, fornecida com as mesmas obras com que fornecia a sua própria biblioteca: enciclopédias, obras de referência em vários domínios, para além de romances e dicionários.

A apetência e sensibilidade que sempre demonstrou pela Arqueologia motivaram a sua luta pela preservação do espólio arqueológico que, em meados da década de 1950, as obras de saneamento na Vila puseram a descoberto. Este acervo torna-se no ímpeto para a fundação, por sua iniciativa e a expensas suas, do Museu Arqueológico Municipal de Sines, inaugurado em 30 de dezembro de 1962 no edifício da Câmara Municipal. O museu ocupava três salas com o espólio recolhido nas obras de saneamento, nas sondagens na cerca do Castelo, bem como de outros locais do concelho.

Para além de duas muito significativas coleções, que ofereceu ao Município de Sines: a bibliográfica, que continuava o núcleo inicial reunido por Joaquim da Costa, e a numismática. Uma das mais ricas do País.

Esta coleção resulta de um esforço colecionista, exercido ao longo de várias décadas, alicerçado na certeza de que as moedas constituem uma das mais importantes fontes de conhecimento da história e da arte do passado.

A Casa-Forte acolhe também o “Tesouro do Africano”, descoberto em Sines em 2012, composto por moedas de prata, algumas das quais cunhadas na América, surgidas na necrópole da igreja de São Salvador, associadas ao esqueleto de um possível corsário africano.

Preciosas razões para visitar Sines, agora que as férias do Natal estão à porta, e o seu Museu Municipal. Venha daí!

PARTILHE NAS REDES
- PUBLICIDADE -

Você também pode gostar:

ESPECIAL-25-DE-ABRIL
Cultura
Quinta-feira, 25 de Abril de 1974

“…Ritinha, fiquemo-nos por aqui, que o conto agora vai longo e repetido. Fecha o