Mundet Arte Seixal: A História e Património da Antiga Fábrica

A antiga fábrica da Mundet, localizada no Seixal, é um marco histórico e patrimonial de grande importância. Ao longo dos anos, a fábrica desempenhou um papel significativo na produção de cortiça, sendo reconhecida como uma das maiores empresas do setor em Portugal. No entanto, com o surgimento de novos materiais, como o plástico, a fábrica entrou em declínio, encerrando atividade em 1988. Hoje, o local é um espaço de arte e cultura, preservando a memória desse importante património industrial.

As Oficinas e o Processo de Transformação da Cortiça

Dentre os edifícios legados pela fábrica, destacam-se as oficinas responsáveis pela preparação e transformação da cortiça. Esses espaços eram utilizados para o manuseamento da matéria-prima e produção de produtos acabados. Através de oficinas realizadas pela Câmara Municipal do Seixal entre 2021 e 2023, diversos participantes puderam experimentar a arte do espaço patrimonial da antiga fábrica da Mundet. Sob a coordenação da ilustradora Manuela Rosa, esses trabalhos foram realizados através da observação e experimentação de diferentes materiais de desenho e pintura.

Os resultados dessas oficinas estão em exposição gratuita, composta por uma coletiva de cadernos de desenho. Para participar, é necessário realizar uma inscrição.

A exposição dos cadernos de desenho estará em exibição até 25 de agosto. No entanto, é necessário realizar uma marcação prévia para a visita através do número 210 976 112 ou pelo email ecomuseu.se@cm-seixal.pt. A fábrica da Mundet, que hoje abriga o Núcleo da Mundet, é um equipamento icónico, tendo sido uma das maiores produtoras de cortiça a nível mundial. Além da exposição, os visitantes podem explorar os diferentes edifícios e conhecer mais sobre a história e importância deste património industrial.

O Núcleo da Mundet

Após a aquisição pública da fábrica, a Câmara Municipal do Seixal transformou dois edifícios em espaços museológicos. O Edifício das Caldeiras Babcock & Wilcox foi aberto ao público em 1998, seguido pelo Edifício das Caldeiras de Cozer em 2000. Esses edifícios fazem parte do Núcleo da Mundet, que tem como objetivo divulgar e valorizar o património industrial corticeiro do concelho.

A fábrica da Mundet desempenhou um papel fundamental na história do Seixal. No início do século XX, empregava cerca de dois terços dos trabalhadores do concelho. Além disso, a empresa era reconhecida pela sua política social inovadora. No entanto, o surgimento de novos materiais, como o plástico, levou a fábrica a um processo de decadência, culminando no seu encerramento em 1988. Durante esse período, ocorreram lutas sociais e tentativas de viabilizar a sua manutenção.

O Núcleo da Mundet tem como objetivo preservar, estudar, interpretar e comunicar o património industrial, incluindo o acervo incorporado e gerido museologicamente. Além disso, procura promover e valorizar o universo da cortiça na atualidade, tanto a nível nacional como internacional. Isso permite ampliar o conhecimento sobre a cortiça e o seu património cultural, despertando interesse em diversos públicos.

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